quinta-feira, 10 de janeiro de 1985

Censura social


 O choro da Globo não adiantou: a censura vetou mesmo inteiramente as cenas de amor gravadas esta semana, entre Lúcia Gouveia (Joana Fomm) e Amauri (Stênio Garcia) em Corpo a Corpo. Apesar de Dênis Carvalho ter dirigido as cenas tomando o cuidado de manter tudo na penumbra, a censura não concordou com os apaixonados beijos entre a mulher rica e o homem pobre.

*Pobre não tem vez nem em novela.

Jornal dos Sports - 10/01/1985


quarta-feira, 9 de janeiro de 1985

Bons conselhos não fazem mal a ninguém


 Isabela Garcia ainda não sabe se seu personagem, a Heloísa, vai namorar firme Zeca Maciel (Caíque Ferreira) em "Corpo a Corpo". "Por enquanto não vai pintar nada". Para Isabela, está sendo "muito bom" viver a Heloísa, "um personagem diferente do que já fiz, por seu temperamento". Ela diz que apesar de interpretar uma garota um pouco agressiva com a mãe (Glória Menezes), o público não a trata mal: "Talvez porque eu já tenha feito muitos papéis de boazinha. A reação das pessoas não chega a ser como aconteceu com Rubens de Falco, quando fez o Alonso na novela "Escrava Isaura", que era visto como um homem mau e às vezes até jogavam ovos nele. Porém, vivem me dando conselhos. Dizem que estou muito malvada e que não devo falar daquele jeito com minha mãe".

O Globo - 09/01/1985


A impotência chega às novelas


     Fiquei penalizada ao assistir, no capítulo de segunda-feira de Corpo a Corpo, a situação de Osmar (Antonio Fagundes). Por duas vezes, na cama com sua mulher Eloá (Débora Duarte), ele "pifou" (não posso utilizar aqui o termo exato, mas vocês o conhecem, não é mesmo?). Aqui com meus botões, eu acho que a culpa é das camisolas de Eloá, pois ninguém me tira da cabeça que elas, feitas de cetim, não escorregam. Mas, falando sério, tenho a impressão que esta foi a primeira vez que a impotência sexual foi colocada numa novela de maneira tão clara, embora discreta. Na segunda vez, Osmar diz a Eloá que irá procurar um médico, e ela lhe diz não julgar necessário, pois trata-se de uma fase e breve as coisas voltarão ao normal.

O Fluminense - 09/01/1985


Continua a mesma


 Gilberto Braga começa, como era de se esperar, a enfrentar problemas com a censura: a parceria maior dos censores tem sido feita nas cenas que envolvem o romance entre Lúcia (Joana Fomm) e Amauri (Stênio Garcia). Esta semana, por exemplo, a censura cortou inteira a cena de uma noite apaixonada do casal, o que obrigou a direção da novela a reeditar o capítulo. Joana Fomm está revoltada com os cortes que considera absurdos.

*Esperava exatamente o que dessa censura?

Jornal dos Sports - 09/01/1985


Muitas mudanças acontecem a partir do capítulo 50


 Muitas mudanças acontecem em "Corpo a Corpo" a partir do capítulo 50, introduzindo novos personagens na trama, entre eles, Andréa, mulher do diretor da fábrica de computadores, que foi fechada e, por isso, intriga a muitos, e Haroldo, dono de um restaurante natural. Cleyde Blota e Paulo César de Oliveira são os atores escalados para essas participações.

Correio Braziliense - 09/01/1985


segunda-feira, 7 de janeiro de 1985

Sem preconceito


 Corpo a Corpo, a novela de Gilberto Braga que voltou a dar excelentes audiênca ao mais importante horário de novelas da Globo promete para seus próximos capítulos um romance que dará o que falar: Cláudio (Marcos Paulo) ficará apaixonado por Sônia (Zezé Motta) o que criará muitos problemas na família Fraga Dantas. Gilberto Braga acha que esse romance pode dar à sua novela uma audiência ainda maior, além. é claro, de criar uma grande polêmica.

*Quem não tá acostumado estranha.

Jornal dos Sports - 07/01/1985


domingo, 6 de janeiro de 1985

De Yolanda a Lúcia, as obsessões de Gilberto


 

Revista da TV - 06/01/1985


Alice na hora da verdade


    Na quarta-fera, Denis Carvalho sentou-se em sua cadeira de diretor, diante de Joana Fomm, Stênio Garcia, Zezé Motta e Luiza Tomé, Os quatro atores viveriam cenas de muita tensão. Atento, Denis pediu que eles passassem o texto, "para já ir pegando o clima". Tudo começa com Amauri indo visitar Lúcia e implorando a ela uma chance. Quer se casar, mostra quanto dinheiro conseguiu, quer ficar ao lado de Alice, sua filha. Já no começo do diálogo, Denis dizia:

    - É uma discussão pauleira. Vai crescendo, expplodindo. Em dado momento, Lúcia se humaniza um pouco. Mas depois, volta a ficar histérica.

    Dito e feito. Joana Fomm levou sua personagem  a todas essas variações, chegando ao desespero e ao choro, com a voz trancada na garganta. E o clima se intensifica quando entra a filha Alice, que quer saber o que acontece. Não entende a presença de Amauri, que ela já conhecia mas não sabia ser seu pai. É Sônia quem grita a verdade. Nesse instante, Denis pediu ao câmera que usasse o zoom no rosto de Luiza Tomé, captando sua perplexidade. Os 100 mil dólares, da maleta de Amauri, se espalhava na cama. Ele se mostra um homem frágil que encobre o rosto e chora, amparado por Sônia, que lhe grita que ele é digno, não merece passar por coisas assim. Ela e Lúcia discutem, trocam insultos, o que para as duas atrizes não deixa de ser desgastante. Tanto que, fora de cena, Zezé Motta dizia:

    - As pessoas estão até achando que eu e Joana somos inimigas, mas não é iso. Só nossas personagens não se toleram. Nós nos gostamos muito e até rimos depois das nossas cenas de mau humor.

    Na gravação Stênio apresenta um Amauri desesperado. Joana faz de sua Lúcia uma mulher que briga para esconder a verdade, desdenhando o homem que ainda ama. A Sônia de Zezé é aquela que tem pena do amigo e quer que prevaleça a verdade e a justiça. A fraca Alice de Luiza Tomé é a vítima do destino, que repentinamente descobre um pai que sequer imaginava. Atento, o diretor dava vida a isso tuso, agradecendo depois a boa vontade dos atores, que se mostraram inteiros em cena, passando todo o alto grau de emoção pretendido.

Revista da TV - 06/01/1985


Estudando detalhes e sutilezas para criar um estranho personagem


 

Revista da TV - 06/01/1985

"Quem não faria um pacto com o diabo tão bonito e envolvente? Eu mandaria ele vir cá pra casa..." A brincadeira é de Elaine Cristina, a mulher do "diabo" Flávio Galvão. No apartamento novo em São Conrado, para onde se mudou há menos de um mês, o ator constrói seu personagem de "Corpo a Corpo" com gestos, olhares e mistério, pois ele mesmo não sabe quem é esse homem, que dizem ser o demônio.

O que menos interessa a Flávio Galvão nesse trabalho é o futuro do personagem:

    - A novela é uma obra aberta e a partir daí não dá para viver pensando no futuro. Agora, faço um homem misterioso e eu vivo isso enquanto trabalho com um texto que me dá um leque de opções, porque Gilberrto Braga não faz de seus personagens um bloco monolítico. Ele dá humanidade, mostra que ninguém é só bom nem só mau. E o grande lance é mostrar todos os lados. É bom para o público e dá prazer ao ator. Importante também é que o meu personagem aparece pouco, sempre na hora certa, dentro de um clima.

    As brincadeiras são inevitáveis. Flávio gosta de observar as reações das pessoas e percebe que está fazendo sucesso com o público feminino:
    - Como já disse Sartre, o diabo são os outros. Meu personagem nunca disse que é o diabo. Esta é uma conclusão dos outros. Só sei que tenho sido alvo de olhares de admiração e nunca de ódio, raiva ou medo. Até a torcida do América está querendo convocar meu personagem para dar sorte ao time.

    Elaine Cristina, que é atriz, também brinca com a situação:
    - Eu me sinto como a pŕopria Madame Satã. Afinal, sou a mulher do diabo. Percebo que as mulheres sentem fascinação pelo personagem e olham para o Flávio com fascinação também. Flavito, nosso filho, também está curtindo numa boa essa história toda. Ele está com 9 anos, sempre acompanhou nosso trabalho em teatro e televisão, conhece o mundo da fantasia e anda dizendo que é o capetinha.

    Ator de formação teatral, Flávio sente prazer em raciocinar em função do personagem, estudar as sutilezas mais profundas, experimentar gesto, olhares, um jeito de falar mansamente e mostrar que a crueldade não está no ato de falar alto ou gritar:

    - Não tenho memória visual nem auditiva, não decoro textos. Eu estudo, compreendo. Faço um trabalho sedimentado no teatro, o exercício de ir até o fundo, ganhar em profundidade e depois ganhar na surperfície. Ser simples, não representar.

    Apaixonado pela profissão, ele se interessa por projetos, se entrega sem se preocupar com mais nada. Sabe que o dinheiro vem como inevitável forma de retribuição pela dedicação de fazer o que gosta. Em São Paul, dirigi telecontos e teleromances na TV Cultura, mas sente maior prazer em trabalhar como ator:

    - A gente tem que se interessar por aquilo que é um sonho. Meu sonho é fazer um personagem e o retorno é o crescimento como ser humano. Como ator e empresário de teatro, aprendi a lidar com os grandes sucessos e os grandes fracassos. O sucesso é importante, amacia o ego, mas é efêmero. Com o fracasso, a gente aprende mais.

    E como premiado ator de teatro, Flávio Galvão não se importa de ser descoberto pelo publico a partir do momento em que faz uma novela numa grande emissora de televisão:

    - Não me incomodaria nem se recebesse um prêmio como ator revelação. A TV é o mais importante veículo de comunicação. Enquanto levo 100 mil pessoas ao teatro numa temporada de seis meses, entro toda noite na casa de milhões de pessoas. E através da televisão o artista pode levar o público ao teatro, porque a verdade é que há idolatria e as pessoas gostam de ver seus ídolos de perto, no palco.

    Ainda em ritmo de mudança e adaptação, Flávio faz questão de ajudar a mulher em casa. Diz que ela tem mania de organização e que é incansável no trabalho caseiro. Elaine confirma:

    - Realmente, não descanso enquanto não vejo tudo arrumado. Estou numa fase em que a casa e a famĺia me solicitam muito e, mesmo sabendo conciliar meu trabalho de atriz com os afazeres domésticos, estou fora do ar desde que terminei de fazer a novela "O Anjo Maldito", na TVS, há nove meses. Mas logo, logo, eu volto.



Revista da TV - 06/01/1985



sábado, 5 de janeiro de 1985

Novas personagens mudam "Corpo"


     Mudanças previstas para "Corpo a Corpo" a partir do capítulo 50, com novos personagens na história. Entre eles, Andréa, mulher do diretor da fábrica de computadores que será fechada, e Haroldo, dono de um restaurante. Cleyde Blota e Paulo Cesar de Oliveira são os atores convidados para essas participações.

O Globo - 05/01/1985


quinta-feira, 3 de janeiro de 1985

quarta-feira, 2 de janeiro de 1985

Tetê Pritzl e Gisela Sá serão respectivamente Maria Helena e uma secretária de uma gravadora de discos


 Em aparições espisódicas, a partir do capítulo 43, da novela "Corpo a Corpo", de Gilberto Braga, aparecem Tetê Pritzl e Gisela Sá. Elas já gravaram semana passada e interpretam, respectivamente, Maria Helena, a amiga de Eloá (Débora Duarte) e a secretária de uma gravadora de discos, onde Rafael (Lauro Corona) vai tentar uma chance...

O Globo - 02/01/1985


Fábio Junior pode fazer participação em 4 capítulos


 Está quase certo: Fábio Júnior pode entrar, como convidado especial, em quatro capítulos de "Corpo a Corpo".

Cidade de Santos - 02/01/1985